terça-feira, setembro 23, 2008
domingo, setembro 21, 2008
quinta-feira, julho 31, 2008
Fechei os olhos, a alma parecia flutuar ou ser levada pelo vento que batia no meu rosto, de qualquer jeito ela se afastava do meu corpo. No instante final me agarrei a ela, ainda quero viver, então não a deixei ir, porque o vento não parava de puxá-la e ela parecia não fazer o menor esforço para ficar, ou quem sabe ela é realmente leve como eu gostaria que fosse, por isso as lufadas parecem arrastá-la. Se ela se for o meu corpo cai inerte, as pessoas olhariam por um tempo, até a indiferença voltar-lhes. Curioso, nunca soube de um espírito com tanto desapego por seu próprio corpo.
quarta-feira, julho 30, 2008
Esboço
Sempre imaginei como seria quando fosse mais velho, ansiava por isso. Mas, agora que eu não preciso mais esperar por isso, o tempo passou e a vida, bem... as coisas nem sempre saem como esperamos. Não consigo mais lembrar do meu passado, às vezes esqueço até dos últimos cinco minutos, nem mesmo em momentos de emergência, outro dia num cruzamento, em um meio fio qualquer, fiquei completamente desnorteado, não sabia pra onde ir, nem porquê havia saído de casa. Todo o conhecimento, tudo, está indo embora, é um disparate dizer que levamos cultura pro túmulo, não vou levar nada, ninguém leva, quiçá os faraós. Até a morte, à qual eu mantinha reverência e que me causava tanto medo, quando chegar será um estranha.
Jamais me preparei pra falta de consciência, me distenciei do meu corpo, e só percebi porque a mão de um estranho, eu mesmo, tocou meu ombro, como se a alma estivesse descolada do corpo, olhando-o de frente. Desesperei-me pra retomar meu corpo, que o passado e as memórias vão pro inferno - só Deus sabe o quanto deles eu gostaria de esquecer - pelo menos que o meu corpo seja meu. É que ainda insisto em viver.
Um dia consegui lembrar de um beijo, o toque macio dos lábios de alguém, quem eu já não sei mais, mas com certeza era macio, macio e morno, foi como se voltasse àquele momento de se perceber homem pela primeira vez, devo ter ficado tão desconcertado quanto. Mas a pele do meu rosto vincada e a barba, tão clara, me lembram do tempo, do quanto ele passou, mesmo assim demoro pra entender que são meus olhos, pequenos, escuros, meu nariz, até entender que sou eu no espelho.
Então envelhecer é assim? Nenhuma serenidade, nenhum amadurecimento. Eu não consigo lembrar como são esses estados de espírito. Só da humanidade, dela e algum desejo, o qual eu sinceramente espero ter algum dia saciado, pra, pelo menos antes, tê-lo sentido realizado. Não com ela, me envergonha tê-la desejado, diz ser minha filha, a bem da verdade, poderia dizer ser a Lua e eu só poderia agradecê-la a visita. É tão bonita...
Jamais me preparei pra falta de consciência, me distenciei do meu corpo, e só percebi porque a mão de um estranho, eu mesmo, tocou meu ombro, como se a alma estivesse descolada do corpo, olhando-o de frente. Desesperei-me pra retomar meu corpo, que o passado e as memórias vão pro inferno - só Deus sabe o quanto deles eu gostaria de esquecer - pelo menos que o meu corpo seja meu. É que ainda insisto em viver.
Um dia consegui lembrar de um beijo, o toque macio dos lábios de alguém, quem eu já não sei mais, mas com certeza era macio, macio e morno, foi como se voltasse àquele momento de se perceber homem pela primeira vez, devo ter ficado tão desconcertado quanto. Mas a pele do meu rosto vincada e a barba, tão clara, me lembram do tempo, do quanto ele passou, mesmo assim demoro pra entender que são meus olhos, pequenos, escuros, meu nariz, até entender que sou eu no espelho.
Então envelhecer é assim? Nenhuma serenidade, nenhum amadurecimento. Eu não consigo lembrar como são esses estados de espírito. Só da humanidade, dela e algum desejo, o qual eu sinceramente espero ter algum dia saciado, pra, pelo menos antes, tê-lo sentido realizado. Não com ela, me envergonha tê-la desejado, diz ser minha filha, a bem da verdade, poderia dizer ser a Lua e eu só poderia agradecê-la a visita. É tão bonita...
quinta-feira, julho 24, 2008
Momentos Kodak
- Olha só, que bacana, tem uma revista dessa pra mim também? Se eu puder escolher, quero ficar igual ao Gianechinni.
- Amigo, a menina vai fazer maquiagem, não cirurgia plástica.
- Amigo, a menina vai fazer maquiagem, não cirurgia plástica.
sexta-feira, julho 18, 2008
Sitcom Writting
Ai, de ti se não me amasse. Que foi? Pára! Tá, tá bom. Eu te amo, grande coisa. Ai, ai, me solta. É... eu fico sem graça... mas eu tava falando pra valer. FOI, vai embora que é, cê vai se atrasar. Nós não precisamos discutir isso agora... As palvaras que vivem me escapando... mas de alguma forma eu iria dizer ... algum dia. Ia sim, é que as vezes cê me dá nos nervos e eu sou inseguro e paranóico, e eu trabalho demais e eu não sei ser gentil, e eu posso não ser o que você tava esperando, aí eu volto pra parte do inseguro e paranóico, mas eu não faço drama, eu não sei fazer drama, eu não sou o cara das grandes cenas, eu sou o das pequenas coisas, eu me preocupo com as muitas pequenas coisas, e eu sou aquele com quem você pode contar, porque se você não tinha certeza, tenha, você pode contar comigo, e é só assim que eu sei demonstrar, porque eu acho que essa é uma forma de demonstrar amor, não é das mais comunicativas, mas pelo menos é a uma em que eu sou bom. Pronto, falei tudo, agora VAI.
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